domingo, 29 de maio de 2016

2: Amizade

Então, to de volta com mais um Brasão. Se você leu e curtiu sobre o tema da Coragem (clique em cima), hoje venho trazer o segundo brasão dos oito . Ele é uma das melhores qualidades que alguém pode ter. Nada mais e nada menos que: Amizade.

Alias, já falei sobre amizade e companheirismo em um post não tão antigo assim. Leia clicando: Aqui. Claro, esse vai ser um post bem diferente da amizade que mencionei anteriormente. Esse vai ter historias, coisas concretas e coisas que irá te fazer refletir. Bora lá!


''Diz uma lenda chinesa que amizades verdadeiras são como árvores de raízes profundas: nenhuma tempestade consegue arrancar.''

Você sabe o real significado da amizade? Acho que não. Ou pode saber. Tem muitos significativos, lendas e contos sobre ela. Na real, eu curto ouvir essas historias. Me faz pensar que o ser humano ainda tem consideração pelo próximo. Não chega a ser egoísta por completo. Chega de delongas e olhem isso:

Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio, sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas.
A amizade, tem sido considerada pela religião e cultura popular, como uma experiência humana de vital importância, inclusive tendo sido santificada por várias religiões. No Poema de Gilgamesh, se relata a amizade entre Gilgamesh e Enkidu. Os greco-romanos tinham, entre outros vários exemplos, a amizade entre Orestes e Pílades. Na Bíblia, cita-se no livro de 1 Samuel, a amizade entre Davi(que depois se tornaria rei em Israel) e Jonatas (filho do Rei Saul) . Os evangelhos canônicos falam a respeito de uma declaração de Jesus, "Nenhum amor pode ser maior que este, o de sacrificar a própria vida por seus amigos." Salomão escreveu a sabedoria da Amizade em seus Provérbios: "Em todo o tempo ama o amigo, e na angustia se faz o irmão".

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Claro, na mitologia Greg tambem tem um Deus da Amizade. Ele é: Filotes
Na mitologia grega, Filotes era um daemon ou espírito que personificava a amizade, o carinho e a ternura, podendo também ser o carinho físico, ou sexo. Era filha de Nix, por ela mesma ou unida com Éter, e seus opostos eram os Neikea, os daemones das disputas.
Tá, interessante. O que seria um Daemon? Não, não é um Digimon. Eles são um tipo de ser que em muito se assemelha aos gênios da mitologia árabe. Duvida respondida? Espero que sim!

Mudando um pouco do foco..
Amizades entre humanos, pode levar ao interesse próprio, egoismo e muitos outras fobias angustiantes que devem ser evitadas. Pense e repense! Uma amizade sadia e bacana hoje em dia está em falta. Se for olhar... Tem amizade mais profundas e verdadeira do que a dos cachorros? Nunca! Veja um exemplo que já virou até filme...
'Chu-ken Hachiko (o cachorro fiel Hachiko) nasceu em Odate, na província de Akita, no Japão em novembro de 1923. Em 1924, Hachiko foi enviado a casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio. A história dá conta de que o professor ansiava por ter um Akita há anos, e que tão logo recebeu seu almejado cãozinho, deu-lhe o de Hachi, ao que depois passou a chamá-lo carinhosamente pelo diminutivo, Hachiko. Foi uma espécie de ‘amor à primeira vista’, pois, desde então, se tornariam amigos inseparáveis!
O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem. Como fazia do trem seu meio de transporte diário até o local de trabalho, já era parte integrante da rotina de Hachiko acompanhar seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos o inteiro percurso que ia de casa à estação de Shibuya. Hachiko parecia ter um relógio interno, e sempre às 15 horas retornava à estação para encontrar o professor, que desembarcava do trem das 16 horas, para acompanhá-lo no percurso de volta a casa.

Em 21 de Maio de 1925, o professor Ueno sofreu um AVC, durante uma reunião do corpo docente na faculdade e morreu. Hachiko, que na época tinha pouco menos de dois anos de idade. No horário previsto, esperava seu dono pacientemente na estação. Naquele dia a espera durou até a madrugada.

Na noite do velório, Hachiko, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado, e passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando-se a ceder. Outro relato diz que como de costume, quando chegou a hora de colocar vários objetos particularmente amados pelo falecido no caixão com o corpo, Hachiko pulou dentro do mesmo e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.

Depois que o professor morreu a Senhora Ueno deu Hachiko para alguns parentes do que morava em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para a casa em Shibuya, um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à nova casa. Foi dado ao ex-jardineiro da família que conhecia Hachi desde que ele era um filhote. Mas Hachiko continuava a fugir, aparecendo frequentemente em sua antiga casa. Depois de certo tempo, aparentemente Hachiko se deu conta de que o professor Ueno não morava mais ali.

Todos os dias à estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho, da mesma forma como sempre fazia. Procurava a figura de seu dono entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. E ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros.

Hachiko envelheceu, tornou-se muito fraco e sofria de problemas no coração (heartworms). Na madrugada de 8 de março de 1935, com idade de 11 anos e 4 meses, ele deu seu último suspiro no mesmo lugar onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono. A duração total de seu tempo de espera foi de nove anos e dez meses''

Para quem não se lembra, teve um filme baseado na historia da amizade fiel desse cachorro. Se não viu, veja! O filme se chama: ''Sempre ao seu lado''

Dizem um ditado muito popular que é a verdade mais pura. - Eles já nascem sabendo amar de um jeito que nos levamos uma vida inteira para aprender -

Caramba, acho que os ninjas cortadores de cebolas passaram por aqui, haha. Pense: A amizade de um animal é inexplicável. Será que vem de outras vidas? Podemos bolar mil planos, pensamentos e teorias. A verdade é que não tem explicação. Eles são assim, vão passar a vida inteira assim e vão morrer, te proteger até o seu ultimo suspiro.

Para terminar uma pequena historia...

''Diz uma lenda árabe, que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem discutiram, sendo um deles esbofeteado, ofendido e sem nada a dizer, escreveu na areia:
Hoje meu melhor amigo me bateu no rosto.
Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho, o que havia sido esbofeteado começou a se afogar, sendo salvo pelo amigo, ao se recuperar, pegou um estilete e gravou em uma pedra.
Hoje meu melhor amigo salvou-me a vida.
Intrigado, o amigo perguntou:
- Por que depois que te bati, você escreveu na areia, e agora escreveu na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
- Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregarão de apagar, mas quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória e do coração, onde vento nenhum do mundo, tem poder de apagar.''
(autor desconhecido)''

Um comentário:

  1. Muito bom este post.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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